quinta-feira, 10 de junho de 2010



"A roupa fala por si só"

A costura do Invisível

Durante o século XIX, o estilista Jum Nakao ganhou destaque. Com suas criações, simples folhas de papel ganhavam forma e vida. Utilizava-se de formas rendadas e bordadas de cor branca, com a intenção de criar surpresa em todos, inclusive nas próprias modelos. Assim, organizou um desfile que causaria um choque.
As roupas eram feitas de papel, as perucas todas iguais, pintadas de preto e feitas de plástico. A maquiagem destacava a sobrancelha e os lábios em preto e os cílios em branco, causavam uma impressão de olhos fundos e sombrios nas modelos.
Durante o desfile, a música conduzia o olhar e atenção de todo o público e a trilha sonora, deveria se encaixar perfeitamente com a luz e o cenário da passarela. Aparentemente o público ficou muito surpreso com esse desfile, que segundo eles foi inacreditável. Durante esse momento, via-se a expressão de todos que deparavam com uma informalidade.
Todo o desfile de Jum Nakao representou a queda dos desfiles formais, com a destruição das roupas feitas de papel, modificação da luz e trilha sonora conforme o movimento das modelos. Essa então, foi a despedida do estilista.




No show mais marcante da história da moda brasileira, Jum Nakao e sua equipe questionariam a necessidade de desconstruir conceitos para construir um pensamento mais livre. Foi uma quebra de paradigmas. A moda foi o veículo para um debate cujas fronteiras são delimitadas pelo pensamento de cada indivíduo.

“Eu não sou criativo” – Rosane Preciosa

“Resgatar a criança que fomos esse tempo anterior que supostamente abriga os segredos da criação é decisivo para que possamos prosseguir nossa jornada de crescimento pessoal e autoconhecimento.”
“Nesse campeonato que nos é proposto, certamente sairá vencedor aquele que melhor de moldar criativamente às demandas e regulações que se processam na bolsa de valores imateriais.”
“A palavra de ordem é ligue-se, acenda seu talento, brilhe, conquiste o seu espaço, cerque-se de espelhos confiáveis. Prepare-se para dar certo, de preferência usando métodos descomplicados.”
“Criar então seria proceder a uma recauchutagem de valores.”
“Inventar é movimentar-se no território radical do inesperado, que nos desarticula completamente.”

terça-feira, 18 de maio de 2010

Egito/Grécia X Roma

Egito/Grécia

-verticalidade
-Deuses e homens se comunicando
-Deus sempre no topo
-Imagens buscando a eternização humana
-Imagem representa Deus na terra

Roma

-Horizontalidade (espacial)
-Conquistas territoriais, de novas civilizações
-Historicidade
-Imperador manda
-Homem é o próprio Deus

Imagens na Roma Antiga







As imagens e o Império

-Noção de realismo e praticidade: Realismo X Idealismo (isso marcou a estética romana)
-Religião pagã, culto à Deuses, astros e imperadores
-Idealização da forma humana deixa de existir
-Representações baseadas em Deuses e guerras
-Noção de importância de imagem
-Queriam representar o poder do império nas imagens, além de representar que os Deuses estavam do seu lado, através de astros e estrelas
-Necessidade de religião pagã
-Deficiência de percepção e representação de volume. Com o tempo foram desenvolvendo essa percepção
-Partem de mitos para fundarem civilizações
-Mulher perde importância
-Muda o caráter da existência humana
-A única verdade é aquela que o imperador deseja


COLISEU

Representa força, potência, poder

As imagens pictóricas e o código da frontalidade

-Essas imagens representavam as pessoas sem perspectiva, mesmo tendo-a desenvolvido muito bem.
-O problema era representar uma parte do corpo da melhor forma possível, do melhor ângulo e lado. Isso era uma regra estética.
-A melhor maneira de representar o rosto era de perfil, para mostrar um olho vitorioso e os melhores traços do rosto.
-Nessas imagens havia: formalidade, dureza, força e poder.

segunda-feira, 10 de maio de 2010